Congresso Democracia <br>e Associativismo

Numa organização conjunta da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) e da Câmara de Loures, no âmbito das comemorações do 40.º aniversário do 25 de Abril e do 90.º aniversário da CPCCRD, realizou-se no dia 5 de Abril, no Palácio dos Marqueses da Praia, em Loures, o Congresso Democracia e Associativismo.
Nesta iniciativa participaram mais de uma centena de dirigentes e activistas do movimento associativo popular, a que se juntaram representantes de diversas instituições da economia social, do sector sindical, de autarquias e partidos políticos, que debaterem em plenário, estruturado em quatro painéis, os temas «Democratizar a democracia», «Associativismo, uma escola de democracia», «Democracia, associativismo e Constituição» e «O Poder Local e o movimento associativo». Neles intervieram, entre outros, António Modesto Navarro, escritor, Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, José Manuel Leite Viegas, professor universitário, Carla Cardosa, investigadora, Guilherme da Fonseca, juiz conselheiro do Tribunal Constitucional (jubilado), Maria João Santos, jurista, Manuel Moreira, presidente da Câmara de Marco de Canavezes, e Ana Teresa Vicente, presidente da Assembleia Municipal de Palmela.
O elevado número (42), a riqueza e a diversidade das intervenções dos participantes no debate em cada painel atestam a vivacidade e qualidade com que decorreu o Congresso, reavivaram as memórias sobre o importante contributo das colectividades e dos dirigentes associativos na resistência ao fascismo e, consequentemente, para a conquista da liberdade com a Revolução de Abril.
Foi ainda identificado um conjunto de causas e efeitos do nosso processo democrático e da realidade actual do nosso País nos planos sociais, políticos, culturais e constitucionais, deixando diversas pistas que vão servir para reflexão sobre a vida associativa.
Por último, as intervenções deixaram de forma generalizada uma nota de grande confiança no movimento associativo popular como agente de transformação social.




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